quinta-feira, 12 de julho de 2012

The Way I Loved You - Capítulo Um


Capítulo Um – Preparando o casamento.

 O casamento seria daqui a algumas semanas, mas meu pai e o pai de Joseph conversaram e acabaram adiantando-o. O casamento será daqui a uma semana. Neste momento estou com dez criadas e minha mãe, pois eu estou experimentando o vestido de casamento, e elas estão puxando as fitas do espartilho. Minha mãe só diz coisas como “você está linda” ou “você será feliz com este rapaz, pois ele é um verdadeiro nobre”. Mas ela fez uma pergunta que me deixou constrangida:
– Querida, vocês já estão pensando em ter filhos? – Corei na hora. Como ela ousa me perguntar uma coisa destas?
– Mãe, você está maluca? Nós nunca fomos amigos, sempre que ficamos sozinhos ele me ignora, e você ainda ousa me fazer uma pergunta destas?
– Olha como fala comigo, garota. Ele é seu noivo. Vocês tem que planejar logo meus netos. Afinal, você não terá para sempre este “rostinho bonito”.
– O que você quis dizer com isso, mãe? Joseph me disse a vida toda que eu era feia.
– Bobagem! Não percebe mesmo, não é? Você é a mulher mais bonita de toda a cidade, todos os homens da cidade estavam querendo tornar-se seu marido, e quando souberam que você estava comprometida a Joseph desanimaram.
– Eu nunca reparei. Francamente mãe, o espartilho está um pouco apertado – Disse me referindo ao espartilho que estava realmente muito apertado.
- Perdão! – Disse a criada que o apertou demais, afrouxando um pouco.
 Logo após eu vestir-me, com aquele vestido branco comprido, com as mangas longas, perguntei à minha mãe como eu estava.
 - Está maravilhosa. Joseph tem mesmo bom gosto.
 - O que você quis dizer com isso, mãe?
- Ah, esqueci-me de te falar, foi Joseph quem escolheu o vestido. Agora retire-o, pois iremos comprar as joias que você irá usar no casamento.
 Despi-me, e quando já ia colocar um vestido azul, alguém invade o quarto onde eu provava o vestido.
 - Sra. Lovato, o Sr. Lovato me disse que... – Ouviu-se um grito meu, enquanto eu me escondia atrás da minha mãe – Desculpem-me – Disse Joseph totalmente corado enquanto saia do quarto.-
Depois desse pequeno incidente, minha mãe ajudou-me a vestir o vestido. Assim que terminamos, ouviu-se uma batida na porta.
 - Entre – Eu disse, e assim Joseph adentrou o quarto, com aquele cabelo moreno e aqueles olhos castanhos e um sorriso envergonhado, com as bochechas meio coradas.
 - Desculpem-me pelo ato que aconteceu há poucos minutos, pois eu não devia ter invadido o quarto.
 - Tudo bem rapaz, afinal em pouco tempo você irá ver isso de novo. – De novo, eu e Joseph coramos. – O que deseja?
 - Falar com a Senhorita Lovato. – Disse Joseph com um meio sorriso.
 - Vou deixa-los a sós. – Disse minha mãe enquanto saia do quarto.
- O que você quer? – Eu perguntei.
- Não seja tão grosseira.
- Perdão Sr. Jonas, o que deseja? – Perguntei educadamente.
- Só vim ver como está minha noiva.
Fiquei perplexa e constrangida ao mesmo tempo. Minha noiva. Ele me chamou de minha noiva. Claro que achei estranho, mas meu coração deu um salto quando ele disse isso e não pude evitar um rosto corado e um meio sorriso da minha parte.
- Por que isso agora, caro noivo? – Perguntei, dando ênfase ao dizer “noivo”.
 - Nós somos noivos.
 - Sei bem disso.
 - Ora, Demetria, quero “exibir” você aos demais homens da cidade, afinal todos dizem que você é uma jovem mulher linda e doce. Aliás, “doce”? Você não me parece doce.
 - Você não me conhece meu lado doce, amável, amigável, simpático e humilde. Merece minha pior parte, pois você sempre foi uma ótima pessoa com todos menos comigo. A ação trás a reação. Agora, por favor, me deixe sozinha. Não quero ficar em más companhias.
Depois de minhas últimas palavras, ele fez uma coisa que me deixou surpresa. Agarrou meu rosto, mas não de modo carinhoso, foi de modo agressivo. E logo depois disse:
- Escute bem, sua vadia, não gosto que falem assim comigo. Eu serei o seu marido, você me deve respeito. Terá que me obedecer, e se não me obedecer, eu te bato, está ouvindo? – Eu não lhe respondi. Ele esbofeteou-me na cara, fazendo um grande barulho, porém, estávamos no quarto mais distante, então ninguém ouviu. Lágrimas começaram a rolar silenciosamente por minha face.  – Está ouvindo, Demetria? – Ele me perguntou novamente. Eu apenas assenti. Ele beijou-me à força e saiu do quarto, me deixando sozinha. 
Fiquei chorando no quarto por dez minutos e resolvi que iria cavalgar. Lavei meu rosto e coloquei um espartilho e uma calça e fui aos estábulos. Peguei meu cavalo, Snow, e fui cavalgar.
Snow era totalmente branco, como a neve, por isso recebeu aquele nome.
Estava cavalgando, quando vi um cavalo castanho pastando e um rapaz de cabeleira loura e olhos azuis, sentado embaixo de uma grande árvore. Deixei meu cavalo pastando e fui conversar com ele.
 - Sterling! – Disse assim que me aproximei. Ele me olhou, sorrindo, e disse:
- Demi, resolveu aparecer? – Ele disse, fazendo careta. Eu e Sterling somos amigos desde nove anos de idade. Ele é meu melhor amigo, e é apaixonado por mim. Ele teria me pedido em casamento, se ele não fosse o criado que cuida dos cavalos e dos estábulos. Eu teria aceitado o pedido, mesmo não o amando, pois ele é um homem maravilhoso. Nós já nos beijamos, quando tínhamos quinze anos. Mas foi um acidente. Ele estava me ajudando a subir no cavalo, porém ele escorregou e eu caí por cima dele, e nossos lábios estavam colados. Depois ele me beijou de verdade e eu correspondi. E depois conversamos sobre isso. Prometemos que isso não iria interferir em nossa amizade.
 - É, estou meio ocupada com essa coisa de... – Eu não terminei a frase.
- De casamento? – Ele disse com um sorriso triste no rosto.
- Eu não queria me casar com ele... – Eu ia dizendo, mas ele me interrompeu.
- Eu sei o que aconteceu. Vamos esquecer isso um pouco. – Ele disse e começamos a conversar.
Conversamos bastante e depois fomos embora. Eu jantei com minha família e fui dormir.

Os dias se passaram, e hoje era o dia do casamento. Eu já entrava com o meu pai. Estava linda e graciosa. Joseph estava no altar. Meu pai entregou-me a ele e a cerimônia ocorreu normalmente. Depois fomos para a nossa nova casa numa carruagem. Era uma mansão, com estábulos, um enorme jardim, e ficava isolada da cidade. A casa era magnífica por dentro, e da cozinha podia-se ver um belo rio passando. Joseph e eu não trocamos uma sequer palavra. Eu queria dormir em um quarto separado, por isso, após o jantar, vesti minha camisola e tentei ir para outro quarto.
- Aonde pensa que vai? – Joseph perguntou.
- Estou indo dormir – Disse eu, simplesmente.
- Nós somos casados, e devemos dormir juntos.

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